Será que consumir carboidratos e proteínas juntos faz engordar? Essa é a premissa da Dieta Dissociada, que promete secar separando os alimentos por refeição.

A Dieta Dissociada gira em torno de um conceito simples, que promete ajudar a eliminar aquelas gordurinhas extras: não combinar proteínas e carboidratos na mesma refeição.

Por quê? Consumir carboidratos e proteínas em uma mesma refeição aumenta a liberação da insulina, hormônio que, por sua vez, inibe a enzima lipase, responsável pela quebra da gordura presente em nosso corpo. Conclusão: menos insulina, mais lipase, e queimamos mais gordura.

Seguindo essa lógica, a combinação de proteína e carboidratos em uma mesma refeição levaria a pessoa a armazenar gordura no corpo. Mas, além disso, haveria outra desvantagem em comê-las juntas: pela variedade de alimentos, nunca ficaríamos enjoados, fazendo demorar mais a sensação de saciedade e nos levando a comer mais.

Com base em todas essas desvantagens, a Dieta Dissociada propõe a divisão do consumo de cada tipo de alimento em refeições separadas, o que ajudaria a emagrecer de uma vez por todas e também livraria o sistema digestivo de sobrecarga.

Pontos positivos

A Dieta Dissociada mantêm níveis seguros do consumo de cada alimento, apenas propondo sua separação nas refeições. Assim, quem se submete à dieta não precisa passar fome, mas pode ter redução de peso e medidas.

Pontos negativos

Alguns nutricionistas e endocrinologistas recomendam que pequenas porções de cada tipo de alimento seja consumido a cada refeição, não sendo a Dieta Dissociada, portanto, recomendada. O consumo combinado de proteínas e carboidratos, por exemplo, seria importante para a absorção de aminoácidos, essenciais para muitas funções em nossos corpos.

Além disso, deixar de consumir carboidratos em algumas refeições pode levar à perda de massa magra, ou seja, a queima de músculos no lugar de gordura para fornecer energia ao corpo.

Como seguir a Dieta Dissociada

Além da separação de carboidratos e proteínas, há algumas outras regras que devem ser seguidas para garantir o sucesso da Dieta Dissociada:

  • salada antes: é preciso caprichar no consumo de fibras, na forma de salada, antes das principais refeições – elas garantem a sensação de saciedade e ajudam a botar o sistema digestivo para funcionar.
  • nada de açúcar: é recomendado que a ingestão de açúcar seja reduzida.
  • sempre alimentado: é preciso manter-se sempre alimentado, evitando longos períodos de jejum – o ideal é alimentar-se de três em três horas, intercalando as refeições principais com pequenos lanches.

Quanto às refeições em si, a regra principal é concentrar carboidratos em algumas, e proteínas em uma (preferencialmente, no jantar). No café da manhã, por exemplo, recomenda-se o consumo de pão integral, geléias e/ou uma fruta.

O almoço deve ser dedicado aos carboidratos, sendo possível comer uma massa integral, arroz e tubérculos como batatas e mandioca. Já no jantar, é possível investir no consumo de proteínas, como carnes de todos os tipos, ovo e queijos.

Nos lanchinhos entre as refeições, é possível comer barras de cereal, frutas, iogurtes e gelatinas. Como todas as dietas, porém, é interessantes buscar a ajuda de um nutricionista para indicar qual a quantidade ideal de cada alimento, e a variedade certa, para que não ocorra a deficiência de nenhum nutriente.

Resultados

Seguindo a dieta adequadamente, combinada com prática regular de exercícios físicos, é possível perder até 10% do peso atual por mês. Assim, uma pessoa que pesa 65 kg poderia perder até 6,5 kg por mês, um pouco mais de 1,5 kg por semana.

 

AUTORA: DANIELA SCHIAVON – Blogueira especializada em saúde e boa forma, avaliadora de produtos e suplementos. – Saiba mais sobre a autora

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